Tudo o que deve saber sobre infecções urinárias A infecção urinária (IU) ocorre quando existe um conjunto de bactérias na urina (geralmente superior a 100.000 UFC/ml). Manifesta-se de diversas formas: cistites (bactérias na bexiga) síndrome uretral pielonefrites (infecção dos rins). A cistite bacteriana (também designada por cistite aguda) pode surgir tanto em homens como em mulheres e os sintomas incluem disuria (dor ao urinar), polaquiúria (urinar muitas vezes, mas em poucas quantidades) urina turva e ocasionalmente hematúria (sangue ao urinar). Apesar das infecções urinárias ocorrerem tanto em homens como em mulheres, as mesmas são 50% mais frequentes nas mulheres adultas que nos homens adultos. Tal pode dever-se ao facto de as mulheres terem uma uretra mais curta, que poderá facilitar a subida das bactérias até à bexiga. Alguns estudos apontam que a infecção sintomática da bexiga (IU baixa) surge em mais de 30% das mulheres em algum momento das suas vidas. Tratamento das infecções urinárias O tratamento das infecções urinárias faz-se através de antiobióticos. Os tratamentos podem durar entre 3 a 21 dias, dependendo do tipo de infecção e das características do paciente. Relação entre a infecção urinária e flora vaginal Os lactobacilos são bactérias predominantes na flora vaginal e possuem propriedades antimicrobianas. Os probióticos são microrganismos que, quando são administrados em quantidades adequadas, podem trazer muitos benefícios para a saúde. É por esse motivo que se propôs o uso de probióticos que contém lactobacilos e capacidade para restaurar a flora vaginal para o tratamento e prevenção das infecções bacterianas urogenitais. Qual a importância do uso de probióticos nas infecções genitourinária? As infecções genitourinárias nas mulheres caracterizam-se frequentemente por uma alteração no equilíbrio da flora vaginal (como referimos anteriormente), consequência de uma deficiência hormonal, da actividade sexual, dos métodos anticontraceptivos, entre outros factores. Para que possam ser utilizados na prevenção e/ou no tratamento de infecções genitourinárias, os probióticos devem mostrar uma adequada actividade bacteriana. O mais importante é a capacidade para manter um PH vaginal inferior a 4.5 o qual depende do número de lactobacilos presentes, para produzir ácido láctico. Diminuição de lactobacilos: patologia associada Em algumas ocasiões, a concentração de lactobacilos na vagina diminui bastante e tal facto é aproveitado por microrganismos que se encontram habitualmente numa vagina sã e/ou por outros de origem exógena, que proliferam até controlarem a zona, comportando-se como patogéneos oportunistas. Apesar das infecções de foro urinário não serem propriamente genitais, a colonização vaginal por parte das bactérias causais, cujo reservatório é o intestino grosso, parece ser um passo intermédio essencial na sua migração para a região periuretral e posteriormente a vagina. Assim, comprova-se que a infecção urinária é inversamente proporcional à presença de uma flora vaginal normal. Vaginose bacteriana A vaginose bacteriana é uma patologia comum nas mulheres em idades férteis, ocorrendo entre 16 a 20% das gravidezes e é responsável por cerca de 25% das visitas ao ginecologista. A vaginose bacteriana ocorre quando na microflora vaginal predominam mais bactérias patogénicas do que lactobacilos protectores. Existem alguns factores que contribuem para o desenvolvimento da vaginose bacteriana, como por exemplo: Duches vaginais Uso de dispositivos anticontraceptivos intra-uterinos Covos parceiros sexuais ou vários Fumar Raça negra Tratamento da vaginose bacteriana A vaginose bacteriana deve ser tratada através de antimicrobianos, de forma a evitar complicações como a infertilidade, gravidez utópica, salpingite, aborto etc. Uma vez que a vaginose bacteriana cria um desequilíbrio na flora vaginal, é também importante restabelecê-la mediante a ingestão de probióticos. | |