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Minerais e oligoelementos

Necessários para a actividade celular

Magnésio: Recomenda-se uma dose diária de 300 mg e está presente nas verduras de folha verde, nozes, avelãs, cereais e mariscos. Intervém na formação das proteínas e na construção do tecido ósseo. É benéfico para o sistema nervoso, circulatório e músculos. O magnésio é um tranquilizante natural recomendado para os tratamentos anti-stress e anti-depressão. Também actua como laxante suave e é importante para as contracções na gravidez: previne partos prematuros mantendo o útero relaxado.

Manganês: Recomenda-se uma dose diária entre 1 e 10 mg. Está presente nos frutos secos, cereais e legumes. Intervém no metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas. Melhora a utilização da glicose na produção de energia. É indispensável para que ocorra um crescimento normal e a sua carência pode provocar alterações na tolerância à glicose, mau desenvolvimento do feto e deterioração da função reprodutora.

Zinco: Recomenda-se uma dose diária de 15 mg, estando presente nas vísceras, mariscos, ostras, legumes e carne vermelha. Intervém no crescimento celular, no desenvolvimento sexual, visão nocturna e apetite. Actua como um antioxidante e contribui para o desenvolvimento intelectual, assim como para manter cabelo e unhas sãos. Muitas vezes o zinco não é absorvido pelo nosso organismo e a sua carência pode provocar problemas no crescimento, bem como cegueira nocturna.

Ferro: Recomenda-se uma dose diária entre 15 e 18 mg, encontrando-se nos alimentos como: farelo de soja, carne de vitela, fígado, rins, mexilhão e legumes. É importante na formação dos glóbulos vermelhos e no transporte do oxigénio aos músculos. Contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico e tem um papel fundamental na produção de energia. A sua carência pode levar a uma redução da capacidade física e do rendimento escolar, assim como a uma diminuição das defesas face a agentes infecciosos. Durante a gravidez a falta de ferro pode provocar parto prematuro.

Cobre: Recomenda-se uma dose diária de 1,25 mg, encontrando-se nas ostras, fígado, nozes e chocolate. Tem um papel importante na formação dos tecidos, da melanina e no transporte do ferro, prevenindo assim possíveis anemias. A sua carência é a causa de anemia, neutropenia, degeneração vascular, despigmentação da pele e cabelo, degeneração cerebral e desmineralização óssea.

Cromo: Recomenda-se uma dose diária entre 50 e 200 mcg e está presente no azeite vegetal, cereais integrais, nozes, maças, batatas, cebola, brócolos, frango, marisco e fígado de vitela. O cromo previne a intolerância à glicose e é indispensável no tratamento das hipoglicemias. Alguns dos sintomas que podem indicar a sua carência: intolerância à lactose, colesterol elevado, triglicéridos no sangue, problemas no crescimento e neurológicos.

Iodo: Recomenda-se uma dose diária de 150 mcg, estando presente no sal iodado, ameixas, berbigão, lagostim, alho. O iodo funciona como substrato para a bio síntese de hormonas da tiróide e a sua carência pode ser causa de hipotiroidismo (diminuição do metabolismo basal) cujos sintomas incluem fadiga extrema, bócio, atraso mental, depressão, aumento de peso… Nas mulheres grávidas pode causar abortos e no feto cretinismo.

Selénio: Recomenda-se uma dose diária de 0,006 mg e está presente na carne, cereais integrais, atum e lagosta. O selénio é importante na síntese de uma enzima antioxidante que garanta a integridade celular. A sua carência pode causar degeneração hepática, atraso no crescimento e queda do cabelo. Alguns investigadores afirmam que o selénio pode ajudar na prevenção de alguns cancros.


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