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Depressão e stress

Depressão e stress

Há que distinguir uma depressão grave de uma mais ligeira
Sempre que se fala de depressão, em termos clínicos, referimo-nos ao transtorno depressivo grave. Para se poder diagnosticar correctamente esta patologia, é necessário que se cumpram alguns critérios, tanto a nível de sintomas como de duração.
No entanto, quando não se verificam todos estes critérios pode-se estar perante um outro tipo de transtorno: depressão ligeira..

Depressão ligeira: a grande incógnita
Classificamos de depressão ligeira quando ocorre uma alteração no estado de humor, durante um período de duas semanas, que se caracteriza pela manifestação de dois a cinco dos seguintes sintomas:
a. Desânimo ao longo de quase todo o dia, diariamente, reforçado pelas próprias palavras (sinto-me triste, vazio) ou pelo discurso de terceiros (parece triste, choroso).
b. Diminuição do interesse na execução de quase todas as actividades diárias, reconhecida pelo próprio ou por outros.
c. Perda de peso ou aumento significativo de peso (alteração maior de 5% do peso em um mês), sem motivo aparente. Aumento ou diminuição de apetite quase todos os dias
d. Insónia ou hipersónia frequentes.
e. Agitação psicomotora ou enlentecimento visível.
f. Frequente fadiga ou perda de energia.
g. Frequentes sentimentos de baixa auto-estima ou culpa diários.
h. Diminuição na capacidade de concentração ou de decisão.
i. Pensamentos relacionados com a morte, suicídio.

Causas para o aparecimento de uma depressão ligeira
Factores biológicos (alterações das aminas biógenas – serotonina, dopamina, entre outras), regulação neuro-endócrina, alterações do sono e dos ritmos circadianos).
Factores genéticos.
Factores psicológicos (stress, nervosismo e episódios traumáticos na vida).

De que forma, a alimentação pode ajudar
Uma dieta equilibrada, com associação de alguns nutrientes, pode ajudar o nosso organismo a ganhar mais defesas face a situações de stress e de depressão ligeira.

Omega 3
Está comprovado que os ácidos gordos polinsaturados ómega 3 intervêm no funcionamento do sistema neurológico que utilizam dopamina e serotonina. Ambas as substâncias desempenham um papel importante nas doenças de foro mental e são um dos principais objectivos dos medicamentos psicopáticos.

Evidência científica
Diversos estudios demonstram que os ácidos gordos polinsaturados ómega 3 melhoram significativamente os sintomas depressivos em pessoas com problemas emocionais, como é o caso da depressão.

Magnesio e zinco
O zinco e o magnésio ajudam a restabelecer a circulação nervosa e a ligação intracelular, levando a uma diminuição dos sintomas, como a tensão muscular e palpitações.

Extracto de erva-cidreira
A erva-cidreira há muito que é utilizada como agente calmante e um relaxante leve. A sua ingestão melhora o estado de humor e o despertar.

Vitamina B6
Baixos níveis de vitaminas B6 podem desencadear uma depressão, uma vez que é um co-factor na via do triptófano e da serotonina. A vitamina B6 ajuda a restabelecer a circulação nervosa e as ligações intercelulares, colaborando desta forma na diminuição de sintomas como a tensão muscular e palpitações.

Selenio y vitamina E
Quando as pessoas estão deprimidas ou com stress crónico, ocorrem diversas alterações no metabolismo e nas funções neurológicas, o que pode desencadear stress oxidativo ao nível das células. O selénio e a vitamina E são antioxidantes naturais que o corpo utiliza para se defender dos radicais livres (stress oxidativo)

Cada vez mais elevada
5% da população sofre de depressão ligeira, sendo mais frequente nas mulheres do que nos homens.

© Esteve 2010